Brasileiro recicla apenas 0,8% do lixo que produz.
Fonte: Metronews - 28/08/2008
Falta de aterros e de mobilização social prejudica ambiente
O brasileiro descarta uma média de 335,8 quilos de lixo sólido por ano, mas somente recicla 2,8 (0,8%). A baixa quantidade de lixo recuperada preocupa o governo, que divulgou ontem um balanço feito em 247 municípios que concentram metade da população do país .
Nessas cidades, 90% dos habitantes são atendidos pelo serviço de coleta de resíduos sólidos, lixo produzido em casa e na indústria que não é enviado ao esgoto.
No entanto, a coleta seletiva feita com caminhões adequados está presente em 55,9% dos municípios pesquisados, enquanto catadores de lixo trabalham em 83% dos casos. Entre os principais materiais coletados estão papel e papelão (44,3%), plásticos (27,6%) e metais (15,3%). Atualmente há no país 700 mil catadores de lixo reciclável. Mais da metade trabalha com uma cooperativa de reciclagem.
Ontem (27/08), o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, disse que a ação que requer mais urgência do governo sobre o manejo de resíduos sólidos é destinar recursos e apoiar os municípios para a recuperação dos lixões (são mais de 1,5 mil em todo o país), e também apoiar a construção e manutenção dos aterros sanitários.
Prefeitura de São Paulo recicla apenas 1% do lixo
Das 300 MIL toneladas de lixo produzidas pela população de São Paulo, apenas 1% é recolhida e reciclada pelo programa de coleta seletiva da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Limpurb).
Os 35 mil carroceiros que trabalham na cidade coletam 15 vezes mais do que a prefeitura. A própria Limpurb admite que poderia reciclar até 30% do lixo produzido pelo paulistano. O órgão credita a baixa taxa de reciclagem à falta de conscientização da população que ainda não separa lixo orgânico do reciclável. Com isso, rejeitos que poderiam ser reaproveitados acabam sobrecarregando os aterros.
A pouca mobilização é refletida no mapa da reciclagem na cidade. (veja acima). Na periferia, onde o volume de lixo é maior, as pessoas separam menos os descartes.Já nas áreas nobres, o reciclagem é maior.
Cantareira - Área verde pode virar aterro
A prefeitura estuda instalar um novo aterro sanitário em uma área de proteção ambiental, em Perus, ao lado da Serra da Cantareira. Os aterros existentes na cidade estão operando no limite.
A nova área, com vida útil de dez anos, deverá receber cerca de 6,5 mil toneladas por dia. Os ambientalistas condenam a criação do aterro no local. Eles alegam que a área é cercado por árvores e animais.
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